Estilo de Vida · Fitness

Em paz com a comida: porque deixei de contar macros

ostella bistro

Olá Pancakes

Hoje o que venho partilhar convosco é a razão pela qual deixei de contar macros.

Conto calorias e macronutrientes quase desde o início da minha jornada fitness. Quando comecei a perceber que, para além de treinar, a alimentação tinha um papel fundamental para atingir a forma física que queria comecei a pesquisar mais a fundo sobre o assunto.

Quase todos os caminhos me levavam à contagem de macros como sendo a melhor e mais eficaz forma de obter resultados.

Continuei a pesquisar e a querer saber mais sobre o assunto. Aprendi de forma muito autodidacta a estabelecer uma meta calórica consoante o meu objectivo bem como a definir a quantidade de cada macronutriente que deveria consumir por dia. Isto significava, obviamente, ter que pesar a comida. E assim começou a minha dieta baseada na contagem de macros que durou cerca de 3 anos, terminando em Junho deste ano.

Quem me acompanha desde o início sabe bem que sempre defendi a contagem de macros. Ainda hoje o faço, talvez numa perspectiva um pouco diferente da de antes, mas ainda acredito que para muitos casos esta abordagem resulte. Para mim deixou de resultar, deixou de fazer sentido quando percebi que realmente era uma obsessão e só contribuía para ser mais uma preocupação insignificante na minha vida – à qual eu dava nitidamente mais significado do que ela merecia.

Quando começamos a trabalhar, a ser mais “crescidos” e a ter responsabilidades mais sérias começamos a ter que filtrar as nossas preocupações e canalizar as nossas energias para o que é realmente IMPORTANTE. Se no meu dia-a-dia pensar quantos gramas de hidratos de carbono tinha que comer era importante? Sim, há dois anos quando a minha segunda maior preocupação era que tom de calças de ganga ia usar.

Hoje em dia tenho tantas mais preocupações que se sobrepõem a isto. Tenho tanto mais para viver e aproveitar do que estar presa à balança e a fomentar fobias à comida. Cansei-me de recusar jantares ou almoços fora porque não ia saber exactamente quantos gramas de quê ia comer. A ter que “passar” fome ou a ter que comer quando não tinha fome só porque tinha que atingir aqueles valores diários.

Para mim a contagem de macros fez com que eu desenvolvesse uma má relação com a comida. Mas eu estava tão “focada” no meu objectivo de atingir o corpo x e tão crente de que esta era a única forma de o conseguir que não via o quão obcecada estava.

Tentei várias vezes deixar de o fazer, mas passado uma semana retornava. Parece que perdia o controlo do que estava a comer, sentia que estava sem rumo e sem objectivos simplesmente por não estar a ter noção exacta do que estava a ingerir. Mas digam-me, onde é que isto é normal?

Contamos calorias e macros porque, de certa forma, nos dá alguma segurança. Permite-nos estar na nossa zona de conforto, saber que se consumirmos aquela quantidade não vamos ganhar peso e isso tranquiliza-nos, mas pensar em deixar de contar e comer intuitivamente leva-nos automaticamente a perder o controlo e a engordar. Confessem, é isto que passa na cabeça de muitas de vocês, não é? Eu sei, eu sei bem o que isso é.

Deixar de contar macros não é fácil. É um processo de adaptação que exige muita força psicológica mas uma vez que conseguem, acreditem em mim, é uma liberdade do tamanho do Mundo.

Portanto se estão num patamar da vossa vida em que podem comer de forma intuitiva, ouvir o vosso corpo e nutri-lo de forma saudável então desprendam-se dessa obsessão.

A menos que estejam a recuperar de uma doença ou a treinar para um desporto/competição em que necessitem de fazer esta contagem de forma regrada, para que é que necessitam de viver nessa “prisão”? A partir do momento em que sentirem que vivem dependentes da balança, que a ideia de jantar ou almoçar fora vos assusta só de imaginarem que não vão conseguir contar ao milímetro. A partir do momento que perceberem que a VIDA vos está a passar ao lado por causa de COMIDA então parem. Parem para reflectir se realmente vale a pena. Parem para redefinir as vossas prioridades.

Passaram dois meses desde que deixei de contar macros e passei a comer de forma intuitiva e querem saber uma coisa? O meu corpo está IGUAL. Não engordei, não perdi massa muscular, não fiquei mais flácida. Estou bem, sinto-me bem e acima de tudo mais leve de preocupações. Sou, sem dúvida, uma mulher mais equilibrada.

Espero com isto fazer-vos, de alguma forma, abrir os olhos e perceber quando têm que colocar um travão. Quando um simples controlo de calorias e macros se torna numa obsessão e provoca má relação com a comida. Comida é tudo de bom, é o que nos dá força e energia para vivermos, não temos que ter uma má relação com ela. Temos simplesmente que ouvir o nosso corpo, dar-lhe o combustível que ele precisa. Nutri-lo para o manter saudável, comer um chocolate de vez em quando para a nossa mente se manter saudável (também é importante) e ser feliz!

Podemos comer uma salada e sentirmo-nos óptimas com isso, mas também podemos comer uma piza e sentirmo-nos igualmente óptimas, merecemos sentir-nos óptimas! Porque não precisamos de ser tão duras connosco próprias. A vida é demasiado curta para nos preocuparmos com quantos gramas de frango vamos comer.

Portanto menos drama, menos complicação e mais EQUILÍBRIO.

Um beijinho no coração,

Anaísa

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