Estilo de Vida

IIFYM: Desmistificando a Dieta Flexível

Olá Pancakes

Li hoje este artigo e suscitou-me interesse aprofundar um pouco aqui no blog a abordagem à dieta em questão: “If It Fits Your Macros” ou, se preferirem, dieta flexível.

Como sabem, sou apologista desta abordagem. Não quer dizer que não compreenda e apoie quem opta pelo clean eating (qualquer que seja o seu significado), porém, na altura em que decidi “comer limpo” e andar demasiado restrita, só focada em comer o que é dito saudável, preocupada em ter que comer de três em três horas, estava a morrer por dentro e a destruir a minha sanidade mental.

Mais do que a composição corporal que uma dieta equilibrada favorece, a saúde mental é também uma coisa muito importante e eu era tudo menos sana. Sempre obcecada com a comida e com as horas a que tinha que comer.

Resolvi experimentar a dieta flexível. E, para meu espanto, resultou mesmo. Menos cravings, mais liberdade de escolhas alimentares, menos preocupação com horários para comer e um eu mais feliz.

Muita gente não entende esta abordagem e pensa que nós defendemos que desde que caiba nas nossas necessidades calóricas e de macronutrientes que podemos passar o dia a comer porcarias. Aqui é que está o erro, esta abordagem de todo que é a que corresponde à realidade.

A dieta flexível não descura uma alimentação rica e densa em nutrientes que o corpo precisa, apenas permite que sejam inseridos na dieta outros alimentos vistos como não saudáveis mas que gostamos e temos prazer em comer sem prejudicar os nossos progressos.

Vejamos no meu caso específico. Neste momento consumo 2200kcal diárias, pois o meu objetivo é o ganho de peso. Está um dia lindo e fui passear à praia e, de repente, tive vontade de comer um gelado. O que são 300kcal num total de 2200 que tenho à minha disposição durante todo o dia? As outras 1900kcal foram consumidas através de alimentos ricos em micronutrientes que asseguraram que eu atingisse a meta diária dos mesmos. Se o gelado cabe nas macros, mesmo sendo algo considerado não saudável, terá assim tantas repercussões? Óbvio que não!

Claro que, falando num caso com um consumo calórico mais restrito, as coisas seriam um pouco diferentes. Temos que ser ponderados nas nossas escolhas face aos objetivos que temos no momento. Imaginando que eu estava no processo de perda de peso com um intake calórico de 1400kcal diárias. Se calhar 300kcal do gelado já fariam diferença, pois teria apenas 1100 restantes para me assegurar que nutria o meu corpo com os nutrientes necessários às minhas necessidades. Em vez de comer um Cornetto ou um Magnum procuraria comer um gelado menos calórico.

E não, com isto não estou a dizer que podem comer um gelado todos os dias, ou uma fatia de piza todos os dias só porque cabe nas macros. Sabem bem, se me seguem, que a minha alimentação prima sempre por alimentos mais naturais e menos processados possível. Mas sim, há espacinho para chocolate, para umas gomas, para uma refeição mais fora da rotina habitual, sempre com certezas de que não interferirá com os meus objetivos.

Isto para vos dizer que dieta não tem que ser um suplício. Uma dieta para ser bem sucedida, quer seja ela para ganhar peso, perder ou manter, tem que ser uma dieta que se consiga levar a longo prazo. Se não estão felizes, se se sentem desmotivados, se estão fartos de comer frango, brócolos e batata doce, se calhar essa abordagem não é a melhor para vocês e, mais cedo ou mais tarde, acabarão por desistir.

Tenham sempre em mente isto: o que dita a perda de peso, o ganho de peso ou a manutenção são as calorias que ingerimos. Se fizermos uma boa estimativa do nosso dispêndio calórico conseguimos, rapidamente, calcular quantas calorias precisamos de ingerir por dia, de acordo com os objetivos traçados.

Dito isto, nutram o vosso corpo com alimentos saudáveis, certifiquem-se que atingem as vossas metas de micronutrientes, mas não deixem de comer um chocolate, um gelado, um hambúrguer. Se o fizerem da forma correta garanto-vos que não irão prejudicar de forma alguma o vosso progresso.

Sejam felizes e adotem uma abordagem, qualquer que seja esta, sustentável a longo prazo.

Se quiserem aprofundar os vossos conhecimentos sobre o IIFYM deixo-vos aqui o site a consultar.

Beijinhos,

Anaísa

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s