Estilo de Vida

Dieta Low Carb: a minha experiência

Olá Pancakes ❤

Como já sabem, se acompanham o blog desde o início, esta minha jornada foi marcada por várias etapas, várias fases de diferentes tipos de alimentação até chegar ao que hoje eu chamo de EQUILÍBRIO.

Nesta publicação conto-vos a minha experiência com o low carb, também para vos fazer perceber as consequências que uma dieta tão restrita e de défice calórico por um longo período de tempo pode ter. O low carb, neste meu caso em específico, refere-se ao consumo de 60-70g de hidratos de carbono por dia.

Em Setembro do ano passado, quando voltei de férias, decidi que queria perder o peso que tinha ganho e que para isso a melhor estratégia era deixar de consumir hidratos de carbono.

Durante 4 meses estive a consumir à volta de 1300 calorias por dia. Isto para alguém que treinava 5-6 vezes por semana, treinos muito puxados a nível cardiovascular.

De uma forma geral, o meu pequeno-almoço consistia numa omelete de claras e linhaça com fiambre e queijo vaca que ri e um kiwi, todos os dias igual. O almoço e o jantar eram praticamente idênticos, uma fonte de proteína mas nunca carne vermelha, ficava-me pelo frango, peru e peixes e muitos vegetais ou salada. A meio da tarde ia variando, mas por norma comia um queijo fresco com uns frutos secos, se sentisse mais fome que o habitual comia duas bolachas de arroz a acompanhar o queijo fresco. Antes de dormir comia apenas uma gelatina.

Durante meses não soube o que era comer arroz, batata, massa, leguminosas, aveia, pão, nada. Cortei nos hidratos e, para não bastar, nas gorduras também. A minha fonte de alimento era basicamente a proteína. Quanto menos calorias estivesse a ingerir, melhor (achava eu).

Óbvio que no primeiro mês os resultados foram ótimos, estava em défice calórico, treinava bem e perdi peso. A partir daqui tornou-se mais complicado. Comecei a ficar obcecada com os resultados, sempre que saia da minha zona de conforto a nível de alimentação entrava em pânico. Comecei a inventar desculpas para não ir jantar com os meus amigos só para não fugir à dieta.

Mas depois apareceu outro problema: quando me comecei a permitir fazer “cheat meal” não tinha qualquer controlo. Uma “cheat meal” passava para um “cheat day” e eu devorava tudo o que me aparecia. Um dos efeitos do acentuado défice calórico foi, exatamente, o sentimento constante de “desejar” comida, quanto mais restrita estava a minha dieta mais eu tinha vontade de comer tudo e mais alguma coisa e isto fez-me desenvolver uma relação péssima com a comida.

Apesar de continuar a perder peso, o que eu via na balança não correspondia ao que eu via ao espelho. Sim, na balança os números estavam a descer mas no espelho eu não me sentia mais magra, mas sim mais flácida e sem formas. Estava a perder massa muscular também.

Isto foi uma das lições que aprendi e nunca mais volto a cortar nos hidratos de carbono desta forma. O défice calórico a que me sujeitei prejudicou o meu organismo e comecei a ter problemas a níveis hormonais. A minha capacidade de concentração piorou, andava com pouca energia, sempre com sono e tinha fases de terrível mau humor. É por isto que não acho que as dietas low carb sejam sustentáveis a longo prazo.

Mas ATENÇÃO, se estão em processo de perda de peso é necessário que estejam em défice calórico, isto é, a consumir menos calorias do que as que gastam, mas certifiquem-se que estão a fazê-lo da forma correta e sem grandes restrições. O objetivo é perder peso de forma saudável e equilibrada e não desenvolver uma má relação com a comida que é o que acontece se se restringirem em demasia. O processo de perda de peso não tem que ser, nem deve ser, doloroso!

A minha dieta atual tem uma quantidade de hidratos moderada, principalmente provenientes do consumo de batata doce, aveia, fruta e leguminosas, conciliada com uma quantidade de gordura e proteína adequada às minhas necessidades e que, para mim, funciona lindamente!

Uma das grandes lições que daqui retirei foi não gerir a vida em função da alimentação, mas sim adaptar a nossa alimentação de acordo com a nossa rotina de vida.

Aprendam a “ouvir” o vosso corpo, a perceber o que ele precisa. Esqueçam as dietas malucas, o défice calórico acentuadíssimo e a restrição de hidratos só para terem resultados mais rápidos. Tenham paciência, dediquem-se e façam as coisas em equilíbrio. O vosso corpo agradece 🙂

Beijinhos,

Anaísa

 

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